Cuidado com Discussões: A Criança Está Ouvindo

Riscos de se brigar na frente das crianças

Artigo publicado por Juliane Freitas nas categorias: Bebês

Quando se tem uma criança, existe uma série de decisões a mais a se tomar e um novo ser vivo que precisa de muitos cuidados. Por isso, as fontes de estresse e os pontos de tensão se expandem e multiplicam grandemente, principalmente porque algumas coisas começam a ser feitas a mesmo tempo e sobra um período muito pequeno para relaxar. Isso invariavelmente pode levar a discussões e brigas entre parceiros, o que pode ser muito prejudicial à criança.

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Na frente dos filhos

É importante saber que um ambiente de brigas não é nem um pouco saudável para uma criança. Mesmo bebês podem receber um impacto negativo em suas vidas a longo prazo por conta de um ambiente hostil e muitas crianças tendem a pressupor que as brigas ocorram por culpa delas, mesmo que o real motivo da discussão seja diverso, o que pode impactar mais ainda a autoestima, a expressão de emoções e outras áreas importantes em nossas vidas.

Uma situação frequente que pode causar uma confusão muito grande é aquela em que a discussão se inicia com pequenas alfinetadas entre parceiros. Como a criança não possui entendimento suficiente para saber que a discussão já se iniciou, haverá uma grande confusão na cabeça dela quando, de repente, uma das partes explodir em gritos ou choros, pois pra ela o que estava ocorrendo era uma conversa natural. Isso pode fazer com que a criança suponha, dali pra frente, que adultos explodem repentinamente e sem razão. Isso vai gerar nela dificuldades de lidar, muitas reservas ou simplesmente medo de pessoas mais velhas, porque ela desconfiará de que a mesma reação poderá se repetir do lado de fora com estranhos. Além disso, essa impressão dará a ela uma sensação de instabilidade e de que seu lar não é mais aquele lugar seguro. É muito claro que os comportamentos que a criança presencia em casa se referências para ela. Presenciar brigas no lar pode fazer com que a criança se torne agressiva em outros ambientes e com outras pessoas, tentando resolver seus problemas fora de casa da mesma forma que vê os pais fazendo isso dentro dela.

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O que fazer depois

O mais importante é evitar que as brigas aconteçam e dar abertura ao diálogo, não só pela criança, mas para que o relacionamento se mantenha saudável. Caso seja impossível evitar a briga, é importante que alguém — de preferência quem estiver mais calmo, mesmo que no dia seguinte ou no próximo — converse com a criança, mesmo que ela tenha acabado de aprender a falar. Explique de forma que ela entenda o que houve e deixe claro que ela não possui nenhuma responsabilidade sobre o que aconteceu, que isso é algo que às vezes acontece mesmo entre pessoas que se gostam e que ela não precisa se preocupar com isso. Caso a criança tenha perguntas ou queira dizer algo, é mais importante ainda que ela seja ouvida e que suas dúvidas sejam sanadas. Lembre-se que mesmo uma criança que não questiona nada depois de presenciar uma discussão pode estar extremamente assustada.

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Do contrário, quando a briga é muito violenta, deve ficar claro que não é natural, mas pode acontecer — só pode ser melhor esperar um pouco mais até que a conversa entre pais e filhos aconteça. Vale ocupara a criança com coisas que ela goste de fazer e até contar com a ajuda de algum conhecido de confiança nessa hora. Caso as brigas sejam frequentes, a criança pode apresentar isolamento ou falta de apetite por conta do impacto emocional. Se a situação estiver crítica, pode ser uma boa opção procurar a ajuda de um especialista.

Debates

parents-fightingUma discussão amena em que ambas as partes discordam, porém argumentam de maneira sóbria e lógica (sobre um assunto que não seja o filho), pode ajudar a criança a resolver seus próprios problemas de forma mais madura em seu dia a dia, aprendendo a defender seus pontos de vista e a se portar frente a discordâncias. É importante que ela saiba que as pessoas são diferentes e discordam entre si, mas que diferenças não são defeitos e que não há problema em pesar de forma divergente, e que ela saiba que não precisa ceder sempre quando confrontada, assim como saber que não há problema em admitir seus erros.

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